O deputado na Assembleia da República e presidente da Comissão de Agricultura e Pescas, Pedro do Carmo, criticou de forma veemente todos aqueles que querem proibir a caça, apelidando-os de “frente nacional proibicionista” e deixou claro que no que depender dele, as propostas de proibição “não passarão” na Assembleia da República.
Pedro do Carmo falou durante a 13ª Feira da Caça de Mértola, um certame que decorre até domingo, com o objetivo de promover o património cinegético da região.
Pedro do Carmo começou por referir que atualmente “estamos num período mais calmo, um período não tão aguerrido, não tão difícil como aqueles que já ultrapassámos, que foram as outras duas legislaturas”.
O deputado eleito pelo círculo de Beja, destacou a realização da Feira da Caça, dizendo que “prova a essência da atividade cinegética e que toca nos pontos fundamentais, que é a defesa e equilíbrio do ecossistema”.
Já sobre os movimentos que querem proibir a caça, Pedro do Carmo referiu que “não podemos baixar os braços, continua a existir aquilo que eu denomino frente nacional proibicionista, uma frente de gente que de forma insensível à realidade concreta da vida das pessoas e dos territórios, em especial dos territórios rurais, conseguem com seu esforço impor aos outros soluções sem equilíbrio, sem sentido ou alternativa”.
“Dizem alguns que é por causa das alterações climáticas que temos de acabar com a atividade cinegética ou com a defesa da ruralidade, dizem outros que é por causa do bem-estar animal e defesa dos animais que temos de acabar com a atividade cinegética, dizem também os mais eruditos que são as novas tendências, os novos pensamentos sobre a vida individual e comunitária que leva a que tomamos alterações e decisões de acabar com o sector cinegético, é tudo e um par de botas para proibir aquilo que são as nossas tradições, aquilo que são as nossas vivências rurais e os nossos equilíbrios, tudo é um pretexto para proibir para esta gente”, lamentou.
Ainda na defesa do sector da caça, o deputado salientou que “depois da irrelevância rural aos olhos dos urbanos, o país parece ter descoberto o interior e esta tentação proibicionista continua a dizer-nos que é preciso respeitar a diferença e a diversidade, por isso digo em todos os momentos, deixem a caça e as outras atividades em paz, pois, elas são muito importantes para o mundo rural e para a economia de muitos territórios, para além de fazerem parte da nossa identidade”.
Pedro do Carmo apelou aos agentes cinegéticos para que “se mantenham atentos, porque é preciso manter uma vigilância sobre esta frente nacional proibicionista, que nada propõe para resolver os problemas de sempre, mas quer abocanhar e proibir. Eles não param, eles todos os dias criam novos slogans e novos cartazes para atacar a caça”, acrescentando que “não pode haver nenhum proibicionismo que ponha em causa as nossas vivências, pois, ajustar não é proibir e todos sempre estiveram disponíveis para ajustar e aplica-se à caça e a tudo”.
O deputado concluiu, deixando claro que, no que depender dele, quaisquer propostas proibicionistas e que envolvam a caça e o mundo rural “não passarão”, na Assembleia da República.


















