O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, José Santos, exaltou o enoturismo na região, no 3º Encontro Nacional dos Profissionais de Enoturismo.
José Santos destacou que «temos de colocar o vinho como conteúdo mais central, especialmente na promoção internacional» e que o enoturismo «é o que leva o turista ao sítio mais periférico do Alentejo».
«Aquilo que ambicionamos é que quando um turista chegue ao Alentejo, saiba que está a entrar num território ecoturístico», afirmou ainda.
Para isto, o presidente vincou que está em projeto um investimento «público-privado global de 20 milhões de euros» para cinco linhas, financiado pelo PROVERE, já que «o enoturismo é um produto de aba larga. Temos a cultura, a sustentabilidade, a gastronomia, a literatura».
A primeira que o presidente destacou trata-se de um «booking digital», explicando que «hoje estamos na pré-história da promoção do enoturismo internacional em termos de utilização de instrumentos digitais».
«Precisamos de criar um booking digital onde se concentre todo o conjunto de ofertas», acrescentou.
A segunda linha assenta na «certificação da Associação Portuguesa de Enoturismo para as adegas». «Vamos agora atuar na ótica da sustentabilidade para a componente de infraestruturação turística das adegas», adicionou José Santos. Pode ler mais sobre esta linha aqui.
Uma terceira linha, que pode «não ser fácil», baseia-se na tentativa de «juntar as universidades e os politécnicos para criar uma academia de enoturismo». Isto porque o politécnico de Portalegre e a Escola de Hotelaria e Turismo «criaram uma excelente pós-graduação, mas, entretanto, os outros ‘players’ do ensino superior do Alentejo criaram coisas iguais».
Desta forma, a ERT pretende «tentar complementar, porque há aqui outras áreas importantes» e é «preciso criar respostas profissionais». Vai tentar-se também «desenvolver uma ferramenta de monitorização que, em princípio, ficará a cargo da Universidade de Évora».
Uma quarta linha são os eventos, pois a entidade acredita «muito no poder dos eventos, como conteúdos que ajudam a trazer e a vender os territórios, a cultura e a identidade e, obviamente, todo o trabalho dos promotores».
A quinta linha é a «promoção e esta nossa estratégia pretende reforçar a promoção internacional e mais uma vez aí em articulação com as comissões vitivinícolas».

















