A GESAMB, empresa responsável pela gestão de resíduos em grande parte do Alentejo Central, divulgou recentemente os dados relativos à recolha de resíduos do ano de 2024.
Segundo o gráfico a que ODigital.pt teve acesso, dos 12 municípios abrangidos pela entidade foram produzidos 50kg de resíduos recicláveis por habitante e 473kg de resíduos urbanos indiferenciados por habitante, em média.
O “campeão” da capitação de resíduos recicláveis é o município de Mourão, que conseguiu uma média de 59kg por habitante.
Já o que menos lixo produz é o município de Vila Viçosa, com uma média de 418kg por habitante. No entanto, este município é também o que menos recicla, com uma média de 40kg.
A melhor média, segundo a GESAMB, é atribuída ao concelho de Arraiolos, que produziu uma média de 441kg de resíduos indiferenciados e reciclou, em média, 56kg de lixo por habitante. É seguido por Mourão e por Estremoz.
A técnica ambiental da empresa, Gilda Matos, deu os “parabéns” aos três municípios, mas realçou que é «importante» não olhar «em exclusivo para os resíduos indiferenciados ou para o seletivo, mas para a relação entre os dois».
«Quando conseguimos olhar para essa relação, o município de Arraiolos é aquele que tem o melhor desempenho. Tendo a capitação mais baixa de resíduo indiferenciado, consegue ter também uma capitação boa em termos de recolha seletiva», acrescentou.
Como Mourão se destacou, a técnica vincou que este município é exemplo daquilo que «tem a ver com o número de ecopontos», já que «houve um esforço muito grande, nos últimos tempos, no sentido de reforçar a rede, às vezes, até com capitais próprios».
«Isso mostra que quando as pessoas têm os equipamentos perto e acessíveis, acabam por utilizá-los mais», adicionou Gilda Matos.
Desta forma, o concelho mouranense tem também a «vantagem» de a «população estar muito concentrada, apesar de ser um município com uma área muito grande», pois, outros municípios com a população mais dispersa «acaba por haver o mesmo número de ecopontos por habitante, mas não há acessibilidade».
Questionada em relação à falta de investimento dos municípios neste sentido, a técnica sublinhou que «há sempre pessoas que têm mais sensibilidade que outras para esta temática», logo «há municípios que questão dos resíduos é uma prioridade em termos de trabalho e há outros que não».
«Já trabalhámos com variadíssimos executivos e nota-se claramente quem tem esta sensibilidade», complementou.
Gilda Matos disse ainda que compreendia que «os municípios têm cada vez mais competências», mas que a transferência das mesmas para as juntas de freguesia pode ser positiva no sentido da reciclagem.
«Aproxima ainda mais e os resultados são visíveis. Muitas vezes, as Câmaras até arranjam os meios e as condições para que as juntas de freguesia possam fazer isto de forma diária», afirmou, dizendo ainda que «se as juntas estiverem sensíveis para isso, no final do ano, isso tem um impacto gigante nas capitações».
De seguida, consulte o gráfico da GESAMB.



















