O município de Mora iniciou o procedimento para a criação do regulamento do programa “Bora de Bike?”, uma iniciativa que prevê a disponibilização gratuita de bicicletas elétricas para residentes e visitantes, ainda em fase preparatória.
Apesar de o projeto ainda não estar em vigor, o modelo de funcionamento já está definido e deverá arrancar com apenas duas bicicletas, disponíveis no posto de turismo da vila.
Programa nasce de bicicletas já existentes
A iniciativa parte de recursos que o município já tinha disponíveis, mas que não estavam a ser utilizados.
“Nós possuímos algumas bicicletas elétricas que não estavam em uso e queremos colocá-las ao serviço das pessoas”, explicou o presidente da Câmara de Mora, Luís Simão, em declarações ao jornal ODigital.pt.
Segundo o autarca, a criação do regulamento visa sobretudo estabelecer regras básicas de utilização, garantindo a preservação dos equipamentos e prevenindo eventuais problemas.
“O importante não é o regulamento em si. O importante é pôr as bicicletas ao serviço das pessoas”, sublinhou.
Utilização será gratuita e aberta ao público
Uma das principais características do programa é a gratuitidade. O município não prevê cobrar qualquer valor pela utilização das bicicletas.
“Não vai ser cobrado absolutamente nada a ninguém”, assegurou Luís Simão, acrescentando que as regras servirão apenas para garantir a boa utilização e conservação dos equipamentos.
O acesso deverá ser feito através do posto de turismo, localizado no edifício da antiga biblioteca, no centro da vila, onde as bicicletas poderão ser levantadas e posteriormente devolvidas.
A utilização estará aberta tanto a munícipes como a visitantes, embora o município admita que o principal público-alvo possa ser o turístico.
Foco na mobilidade local e no turismo
Embora o comunicado enquadre o programa na promoção da mobilidade sustentável, o presidente da autarquia destaca sobretudo a vertente turística da iniciativa.
O objetivo passa por facilitar deslocações dentro do concelho, permitindo, por exemplo, visitar locais como o Fluviário ou a zona do Gameiro sem recorrer ao automóvel.
“Tem mais a ver com a vertente turística, para que as pessoas possam deslocar-se e visitar os diversos equipamentos sem terem de andar de carro”, explicou.
Ainda assim, o autarca reconhece que as bicicletas elétricas oferecem uma alternativa mais ecológica e acessível, permitindo deslocações com menor esforço físico.
Expansão dependerá da adesão
A fase inicial do programa será limitada a duas bicicletas, mas o município admite reforçar o número de equipamentos em função da procura.
“Em função da procura, provavelmente iremos ter mais”, referiu Luís Simão, deixando claro que a evolução do projeto dependerá da adesão registada após a sua implementação.
Para já, decorre o prazo para participação pública no procedimento de elaboração do regulamento, durante o qual os interessados podem apresentar contributos à autarquia.
Só após essa fase e a aprovação formal do regulamento é que o programa deverá avançar para o terreno.















