O Lusitano de Évora recebeu este domingo o Fabril do Barreiro, em jogo a contar para a 20ª jornada do Campeonato de Portugal.
Com realidades bem distintas nesta Série D, foi a equipa da casa que bateu a forasteira por 4×0, numa partida que também ficou marcada por uma expulsão.
Entrar, pressionar, marcar, equilibrar
Não se pode dizer que foi uma primeira parte de pouca qualidade, mas dada a teórica diferença, o Lusitano poderia ter dado mais.
Os primeiros momentos prometiam mesmo isso. Um futebol muito ofensivo da parte da equipa da casa dava a entender que não haveria hipótese. Ainda assim, isso não se verificou.
Mesmo que o Lusitano tenha assumido a responsabilidade, com uma pressão muito alta e com as linhas muito subidas, o Fabril conseguiu não entrar em pânico e conseguiu sempre “jogar com a cabeça”.
A equipa forasteira ia segurando a posse de bola – muito devido às várias faltas cometidas pelos lusitanistas. Contudo, a lógica sobrepôs-se no marcador, com o golo de Davou aos 17 minutos, depois de uma excelente jogada de Martim Águas e do cruzamento de Dida já em cima da linha final.
Goleada… de falhanços
A expulsão do lateral esquerdo do Fabril, Rúben Ribeiro, também prometia causar um caudal ofensivo do Lusitano bastante mais presente… não fosse a onda de falhanços.
O médio verde e branco, Tiago Baptista, foi um dos com mais vontade de dilatar a vantagem, mas a barra aos 13’ e a falta de pontaria aos 29 e 35 minutos não o permitiram. Este último fator também atrapalhou Miguel Lopes perto da meia hora de jogo.
Porém, o Fabril “atirou-se” ao chão, para parar o jogo, e conseguiu reorganizar-se taticamente. Resultado? Um jogo muito mais equilibrado (surpreendentemente) do que se tinha registado até então.
Copiar e colar
A segunda parte podia muito bem ter sido um verdadeiro “Ctrl+C, Ctrl+V” da primeira. O Lusitano começou muito mais forte e muito mais subido, mas o equilíbrio regressou rapidamente. Nem o teste a Duarte Martins, por parte de Ivan Reis logo nos primeiros momentos, inverteu essa trajetória.
Depois disso, a equipa da casa marcou cedo, agora por Marcos Soares aos 49’, de cabeça depois de um cruzamento de João Pinto. Daqui para a frente, o equilíbrio voltou a reinar.
Entrar, pressionar, marcar e equilibrar. Soa a alguma coisa?
Agora sim, goleada de golos
Com tanto equilíbrio, ia brilhando Sele Davou. Muito irrequieto no ataque, muito presento no momento defensivo, quando Marcos Soares subia, e até deu uma assistência a Dida, no minuto 66’.
Agora sim, via-se marcadamente quem era (teoricamente) superior. A partir do terceiro, passou a ser uma espécie de treino intenso.
Um jogo bem mais parado e o Fabril já desconsolado por tanta diferença no marcador, os verde e brancos aproveitaram cada vez mais e mais (até voltaram a marcar por Marcos Soares).
Daqui para a frente, o jogo entrou numa toada de gestão, de parte a parte. O Lusitano a não arriscar muito para não cansar, o Fabril a não arriscar muito para não sofrer.
| Lusitano GC | Fabril Barreiro |
| 4 | 0 |
| Sele Davou (17′) Marcos Soares (49′ e 71′) Dida (66′) |


















