O município de Campo Maior está presente na edição de 2025 da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), agora denominada de Better Tourism Lisbon Travel Market.
Em declarações a’ODigital.pt, Luís Rosinha, presidente do município, destacou que a atividade turística «está numa fase claramente de consolidação dos números».
«O turismo em Campo Maior é notório e vamos tendo cada vez mais visitantes. Os números dizem-nos isso», referiu o autarca, dizendo ainda que «é notória a presença de visitantes de outras zonas do país».
O presidente sublinhou que estes resultados consequência de uma «estratégia bem articulada» e de um «investimento» por parte do município, nomeadamente em recursos humanos.
«Passámos a ter praticamente 30 técnicos de turismo em todos os espaços municipais, que eu considero que têm sido uma brilhante cara do nosso concelho. Gente muito jovem, mas que tem tido a capacidade de mostrar aquilo que de melhor temos», esclareceu.
«Acho que a base fundamental será sempre os recursos humanos e, no caso do turismo, não foge à regra», disse ainda.
Em relação à presença do concelho na BTL, Luís Rosinha vincou que «temos sempre um feedback interessantíssimo» e que nota «que é sempre um sítio de referência em todo os anos que tenho vindo».
«Somos uma das caras vivas, com uma imagem com muita cor e com muitas visitas e é dos momentos anuais onde o município de Campo Maior catapulta», adicionou.
Desta forma, a feira serve de «rampa de lançamento para aquilo que é o ano turístico no concelho», não esquecendo que o destino Alentejo foi o convidado para o evento.
«Tenho a certeza de que não defraudámos ninguém, antes pelo contrário. Mostrámos o porquê do Alentejo continuar constantemente a crescer em número de visitantes», complementou o presidente.
Já relativamente a investimentos hoteleiros, o autarca realçou que «cada vez se nota mais». «Não tendo o investimento privado de grande escala, mas temos, neste momento, já no nosso concelho, praticamente três dezenas de turismos rurais e alojamentos locais».
Estes “pequenos” investimentos, segundo o presidente «já nos vão dando algum crédito do ponto de vista das camas», mas «continuamos com o objetivo muito claro que é vir a ter uma unidade hoteleira novamente».
«Cada vez se nota mais que excursões com 60 pessoas é difícil do ponto de vista da dormida e há sempre aqui algum desperdício económico», comentou.
Ainda assim, mostrou-se confiante na estratégia desenvolvida até aqui, pois «tenho a certeza absoluta de que os privados têm estado atentos a aquilo tudo que o município já fez e que chegará o tempo em que o privado irá dar o restante mote para que o concelho continue a crescer».
«Falta esse grande investimento, mas sabemos os investidores estão numa fase de perceber o que os rodeia. Estão condicionados», concluiu Luís Rosinha.


















