O voluntariado foi destacado como elemento essencial para a coesão social na sessão promovida pela Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, a 5 de dezembro. D. Francisco Senra Coelho, Presidente do Conselho de Administração, afirmou que os voluntários representam «um sinal» e «uma referência» num contexto marcado por desafios sociais e humanitários.
A sessão decorreu no Dia Internacional dos Voluntários e reuniu participantes, organizações parceiras e entidades locais. Para a Fundação, este encontro pretende agradecer a todos os que, ao longo do ano, contribuíram para projetos de apoio comunitário.
«Vivemos uma paz muito frágil», alerta o Presidente da Fundação
D. Francisco Senra Coelho sublinhou que o momento atual exige reflexão coletiva. Recordou que «vivemos uma paz muito frágil» e que a sociedade enfrenta «um crescente de individualismo», acompanhado de dificuldades de integração e de questões relacionadas com migrações. No seu entender, este contexto reforça a importância do voluntariado como prática que promove presença, apoio e compromisso comunitário.
O Presidente afirmou que cada voluntário é «um luzeiro» que demonstra que «é necessário darmos de nós» e que existe «um valor da pessoa humana» que deve orientar a ação social. Para D. Francisco Senra Coelho, o voluntariado transmite uma mensagem clara: «Nem tudo se paga», e a valorização da pessoa «não tem preço».
Um gesto que afirma responsabilidade individual e coletiva
Na sua intervenção escrita, destacou que a celebração do Dia Internacional dos Voluntários recorda «o valor inestimável da dedicação gratuita» e dos «gestos de humanidade» que têm impacto na comunidade de Évora. Segundo o responsável, cada ação voluntária traduz-se numa «afirmação de responsabilidade individual e coletiva» para a construção de uma sociedade democrática e plural.
D. Francisco Senra Coelho alertou ainda para o reforço da participação cívica em tempos de instabilidade. Referiu que a democracia e os valores da paz são colocados em causa em várias partes do mundo e que é fundamental fortalecer «espaços de participação cívica» que promovam confiança e coesão.
Voluntariado como prática de paz
O Presidente da Fundação destacou o voluntariado como uma forma concreta de promover paz e diálogo social. Afirmou que, mais do que falar de paz, é necessário «trabalhar concretamente pela paz, pela tolerância, pela compreensão e empatia do outro». Considera que o voluntariado é uma prática que mobiliza vontades e contribui para a construção de um futuro comum.
Na intervenção oral, reforçou: «O voluntariado é um modo de estar na vida» que envolve disponibilidade, serviço e atenção ao outro, destacando que ninguém é feliz sozinho e que «precisamos uns dos outros para fazer uma sociedade melhor».
Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável
O responsável recordou que 2026 será o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa das Nações Unidas dedicada à promoção da cidadania ativa. Assinalou que este reconhecimento «reforça que o voluntariado é futuro» e que contribui para sociedades mais solidárias e resilientes.
A Fundação associar-se-á às celebrações, reforçando projetos e iniciativas que promovam a participação de voluntários alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.















