A associação VIVER+ nasceu recentemente em Évora, tendo como “líder” o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), Nuno Vilaranda.
Em declarações a’ODigital.pt, o presidente sublinhou que esta nova coletividade pretende «servir a cultura, o desporto e a comunidade» e nasce «na necessidade colmatar algumas questões».
«Já tinha a ideia de fundar esta associação há alguns anos. A parte mais difícil foi encontrar pessoas que pensem da mesma forma que nós, em quem nós tínhamos confiança e que, acima de tudo, tenham a inspiração», acrescentou.
Já com histórico de iniciativas solidárias, Nuno Vilaranda sentiu a «necessidade» de se «organizar» e de «constituir uma associação para poder ser a associação a fazer este tipo de ações».
«Quis transformar as coisas mais profissionais. Dar um novo significado a estas minhas ações solidárias e não ser só eu a fazê-lo em meu nome, mas sim em nome de uma causa», adicionou.
Assim, o presidente explicou o nome da associação, onde o “VI” «remete-nos um bocadinho para dentro, para aquilo que é a experiência e a força do interior, o sentimento que nos move». Já o “VER” «é uma coisa diferente, que é a forma como nós olhamos o mundo e a perspetiva acima de tudo que adotamos e a forma como nós desenvolvemos as nossas ações».
Nuno Vilaranda sublinhou que este tipo de coletividades é «importante» e que «são cada vez mais necessárias»: «Quantas mais houver com qualidade melhor».
«Acho que conseguimos contribuir para uma maior comunidade em prol, neste caso, da cultura, do desporto e das pessoas», complementou.
A VIVER+ assentar assim num «propósito de servir todo o país, sobretudo os territórios do interior», já que «não me faz sentido que o foco seja apenas um, no sentido de ser mais localizado».
Isto porque «sou um bocadinho de todo o lado», pois nasceu e cresceu em Chaves, começou a carreira em Lisboa e acabou por se estabilizar em Évora há duas décadas: «Já me considero um filho adotivo do Alentejo».
«Tudo aquilo que vou colhendo e aprendendo, traduz-se depois sempre num melhor serviço à população, no âmbito daquilo que é a minha missão. O mesmo acontece na associação», acrescentou.
O presidente confessou que já há uma “grande” atividade planeada, sendo esta um projeto de «prevenção rodoviária, que é intitulado ‘Pedalar com Confiança: Consciencialização e Segurança”» e que conta com o apoio da GNR.
«Vem no seguimento do meu anterior livro ‘O Velocidades, o Cadeirinhas e os seus sete amigos pela Flamingo’, mas a história não tinha terminado», já que vai publicado “O Velocidades, o Cadeirinhas e os Seus Sete Amigos – O Regresso pela N2”.
O «grande projeto» da associação para 2025 pretende que Nuno Vilaranda, juntamente com outros participantes pedalem pela referida estrada, no dia 4 de outubro, de Chaves a Faro, ao longo de sete dias.
O propósito é «oferecer o máximo de livros possível» e «consciencializar as crianças e os jovens para a problemática daquilo que é a questão da sinistralidade».
«Irei cumprir este meu objetivo em serviço da GNR. Vai-me dispensar para eu fazer esta missão em coordenação com todos os comandos territoriais de por onde vou passar, onde também tenciono envolver as escolas e os meus colegas», complementou.
Disse ainda que pode não ser uma tarefa que se realize, já que «costumo dizer que eu não sei se vou conseguir lá chegar», porque «já apanhei sustos na estrada» no decorrer dos seus «intensos treinos».
Referiu que há embaixadores associados a esta ação, como o melhor futebolista de praia de sempre João Saraiva “Madjer”, o atleta paralímpico mais medalhado de sempre Lenine Cunha, os campeões do mundo de canoagem Fernando Pimenta e Hélio Lucas, entre outras personalidades portuguesas.
Um conjunto que poderá aumentar, mas que «reconheceram o trabalho que eu tenho vindo a fazer e já reconheceram mérito à associação que acabou de nascer».
Para além disso, a associação tem já planeada uma ação para 2026, que assenta na criação de duas bolsas de estudo para os mais carenciados.
«Sempre tive muita dificuldade em estudar e não venho de uma família que me tenha inspirado a progredir nos estudos, mas quero contribuir para que outras crianças possam estudar», disse, vincando que irá encetar contactos para criar protocolos com «a Universidade de Évora e com a Escola Superior de Enfermagem de Chaves».


















