O Bloco de Partos do Hospital de Évora recebeu um financiamento de 163,2 mil euros destinado à aquisição de novos equipamentos.
Montante este que resulta de uma candidatura ao Programa de Incentivo Financeiro à Qualificação dos Blocos de Partos do Serviço Nacional de Saúde.
Segundo Pedro Pacheco, Administrador Hospitalar com a área da Ginecologia da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), em declarações a’ODigital.pt, trata-se de seis equipamentos.
Um desfibrilhador, dois carros de emergência, uma marquesa ginecológica, uma cama hospitalar «que permite fazer toda a evolução do trabalho de parto, portanto, o pré-parto, o parto e o pós-parto e que permite fazer o parto na cama».
Ainda seis cardiotocógrafos (CTG’s), tendo um deles «capacidade para monitorização de trigêmeos», uma incubadora de transporte de «última geração, que vai servir não só o bloco de partos, mas também a nossa unidade de neonatologia» e ainda um mini ecógrafo.
O destaque vai mesmo para este último, já que «no Alentejo, não existe mais nenhum» e este equipamento «permite fazer a monitorização da evolução do trabalho de parto».
O administrador referiu que o que foi feito foi «perguntar aos profissionais o que seria melhor candidatar» e que foi assim que esta lista surgiu.
«Já tínhamos equipamentos, mas vamos aumentar o parque com estes novos», acrescentou.
Em relação ao mini ecógrafo, foi sugestão de uma «médica», que sugeriu que «a técnica clínica, o toque vaginal, não é tão fiável» e que o equipamento «dá-nos uma informação muito mais fiável».
Como fator decisivo, Pedro Pacheco sublinhou que «deixa de ser tão invasivo para a grávida», sendo também «mais cómodo, eventualmente mais seguro e dá-nos outro tipo de dados».
«O mini ecógrafo tem de ser introduzido pelo médico e também permite que a grávida tenha mais mobilidade», complementou o médico.
«Foi uma oportunidade de trazer um apoio importante, quer em termos de comunidade, quer em termos de fiabilidade sobre a evolução do trabalho de parto», disse ainda.
Um investimento que se perfila «importante por várias vias». Uma delas é «humanizar mais o trabalho de parto», já a outra é «tornar o trabalho de parto e o nascimento mais seguro».
«Sabemos que a questão do parto é fértil em poder haver complicações, que podem acompanhar a pessoa ao longo da vida», frisou o administrador, adicionando que o objetivo é «minimizar» essas complicações.
De acordo com Pedro Pacheco, esse trabalho faz-se com «bons com bons profissionais e com equipamentos inovadores e recentes» e que «depende de nós tornarmos público que a maternidade de Évora é tendencialmente uma escolha segura».
«Não deixa de ser uma escolha e, muitas das vezes, os critérios que estão por detrás da escolha são as condições e o que é facto é que nascer em Évora é seguro», realçou.
Paralelamente aos equipamentos, e nesta toada de “segurança”, o administrador vincou ainda a presença da Unidade de Neonatologia «com cuidados intensivos com médicos 24 horas por dia para receber qualquer eventualidade.
Algo que «nem todos mesmo privados, podem dizer a mesma coisa».
Para além disso, relevou o facto de o Serviço de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia nunca ter fechado, «ao contrário de outras notícias que vamos vendo pelo país».

















