O IV Festival de Fado de Estremoz arranca este domingo, dia 4 de maio, às 16h no Palco Alentejo da Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE).
Com um início marcado por fadistas da região (Dia dos Amadores) esta é a última atividade cultural e musical da feira.
Segundo José Gonçalez, fadista estremocense e diretor artístico do festival, em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração da FIAPE, este é «seguramente o segundo maior festival de fado que se faz em Portugal».
«Não estava a contar que, à quarta edição, tivéssemos esta força e que conseguíssemos os nomes que temos», vincou o diretor, acrescentando que «o orçamento é reduzido, mas os artistas têm aceitado o desafio».
O fadista sublinhou que há espaço para o crescimento, que terá de se basear em «termos nomes maiores, para além do que já tem», mesmo que «este ano temos uma série de nome incrível».
«Temos tido ao longo dos anos, a juntar a todos os nomes do concelho. É também uma forma de participarem, de se sentirem incluídos, sentirem que fazem falta e que são bons. Mostra que Estremoz tem fadistas de qualidade», complementou José Gonçalez.
Ainda assim, o diretor realçou que também há a outra hipótese: «Ter mais dias de festival e conseguir dez nomes grandes».
Um dos destaques vai para o dia 15 de maio, quando o festival vai levar o fado além-fronteiras, a Badajoz, numa «parceria» com o Ayutamiento de Badajoz «que nos procurou», o que ainda leva a um outro momento de «flamengo com uma das maiores cantoras do flamenco espanholas», no dia 10 de junho.
«Há essa permuta e a ideia é estender-se», frisou.
Para além disso, com a geminação entre Estremoz e Extremoz (Brasil), José Gonçalez abriu também a possibilidade de o festival atravessar o Atlântico. «A ideia é que também possa vir alguém do Brasil para o nosso festival e nós também irmos lá», referiu.
Em relação ao Dia dos Amadores, o fadista destacou que «é por inscrição» e que essas ficaram fechadas em uma hora, depois de o Município as ter aberto: «Ligaram-me a perguntar se poderiam aumentar o número de inscrições, mas não há hipótese».
«Por isso, temos a noção de que as pessoas têm interesse», vincou o diretor.
Já relativamente à edição anterior, José Gonçalez sublinhou que «correu muitíssimo bem» e que «tínhamos o pavilhão cheio».
Assim, confessou que espera que «este ano tenhamos também».
Consulte aqui o cartaz completo.


















