A Arquidiocese de Évora vai destinar a renúncia quaresmal deste ano às vítimas do mau tempo nos 23 concelhos que integram este território, com destaque para as do município de Alcácer do Sal, foi hoje anunciado.
Na sua mensagem de Quaresma, divulgada hoje, o arcebispo de Évora, Francisco Senra Coelho, anunciou que, este ano, a renúncia quaresmal é dedicada às vítimas dos temporais no território da arquidiocese.
“Ou seja, em 23 concelhos, com óbvio e doloroso destaque para o concelho de Alcácer do Sal”, pode ler-se na mensagem, enviada à agência Lusa pela arquidiocese.
De acordo com o arcebispo, é solicitado o apoio da Cáritas Diocesana para a “necessária campanha divulgativa e de esclarecimento para o incentivo espiritual e solidário das Renúncias Quaresmais e, depois, na sua competente e equitativa distribuição de apoios aos casos que mais urgem”.
Na mensagem, Francisco Senra Coelho revelou que, no passado ano pastoral (2024-2025), foram angariados 20 mil euros com a renúncia quaresmal, que foi destinada ao apoio de jovens estudantes gravemente carenciados a nível económico.
“Para concretizar este objetivo, solicitei à Cáritas Arquidiocesana de Évora a criação, regulamentação e administração de um programa específico de auxílio” para apoiar alunos necessitados de todas as paróquias da arquidiocese, lembrou.
Os 20 mil euros angariados foram entregues à Cáritas Diocesana, indicou o arcebispo, agradecendo a todos os que contribuíram.
O concelho alentejano foi afetado por inundações, depois de o rio Sado ter galgado as margens e inundado a Avenida dos Aviadores, a zona ribeirinha, ruas e travessas, afetando comércio, residências e restaurantes.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados, incluindo Alcácer do Sal, terminou no domingo.















