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Pedro do Carmo defende novas barragens e admite que os últimos “acordos parlamentares” eram contra

O deputado na Assembleia da República e presidente da Comissão de Agricultura e Pescas, Pedro do Carmo, defendeu, esta semana a construção de pequenas barragens e charcas para reter a água e disse que “tínhamos acordos parlamentares que eram precisamente o oposto da implementação deste tipo de barragens”.

Pedro do Carmo falava durante a terceira conferência “Energy & Climate Summit”, dedicada ao tema da ‘Água’, que decorreu no auditório da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, em Beja, sendo promovida pelo projeto Guardiões.

O deputado Pedro do Carmo começou por referir que “a destrinça entre o mundo urbano e o mundo rural que cada vezes agudiza mais neste pais do laxismo, em que se critica muito quem vive no mundo rural e quem faz agricultura, esquecendo o essencialmente porque a agricultura é essencialmente alimentação”.

Pedro do Carmo deixou claro que “há uma preocupação que se tem de ter junto dos consumidores e os agricultores tem de explicar que a agricultura é alimentação, mas vai muito mais além disso”.

Segundo o deputado, “para haver agricultura tem de haver sol, água, solo e agricultor e ter agricultores significa a fixação de pessoas no território, a agricultura tem esta particularidade e só com esta estratégia da água é que é possível continuar a produzir e fixar pessoas no território”, frisando ainda que “é preciso haver bom senso e equilíbrio, que não se diabolize este setor que é o sector primário”.

Já sobre a retenção das águas e impedir que se desperdicem no mar, Pedro do Camo referiu que “é preciso a construção de pequenas barragens e charcas, para que efetivamente permita a retenção de água nestas regiões mais desfavorecidas, não é segredo para ninguém que passamos um período em que foi muito difícil implementar esta política que tínhamos acordos parlamentares que eram precisamente o oposto da implementação deste tipo de barragens”.

Temos de combater a desertificação, é fixar pessoas ocupando o território, mas fazer tudo de uma forma sustentável e preservando a biodiversidade para as gerações vindouras e temos de aprender com os erros e de facto fez-se muitas asneiras”.

O deputado do PS, concluiu referindo que “a dessalinização é fundamental que apareça, e deve ser no Litoral que deve ser investido nessa tecnologia, e não para o interior porque ai os custos seriam muito elevados”.

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