A Queima das Fitas da Universidade de Évora regressa entre 1 e 6 de junho com um novo formato e a expectativa de que esta possa ser “uma grande edição”, segundo a presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUÉ), Ana Beatriz Calado.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, a presidente referiu que a principal alteração deste ano passa pela redução do evento de nove para seis noites, uma decisão que, segundo a dirigente académica, resulta de uma tentativa de equilibrar a sustentabilidade da iniciativa e o impacto junto da cidade.
“A Queima das Fitas era, por norma, nove noites. Nós passámos para seis noites em duas óticas. Na primeira, a nível financeiro, para percebermos se conseguimos que a Queima seja finalmente rentável”, afirmou.
Apesar da redução da duração, a responsável garante que a organização procurou manter a dimensão do cartaz.
“Não queríamos baixar aquilo que era também o nosso patamar a nível de artistas e, portanto, vamos ter artistas grandes em todas as noites”, referiu.
Dillaz, Wet Bed Gang e Deejay Telio no cartaz
O programa musical da edição de 2026 inclui nomes como Dillaz, Wet Bed Gang, Papillon e Deejay Telio, distribuídos pelas várias noites da semana académica.
A programação arranca a 1 de junho com a tradicional Noite do Porco, Fado e Vinho, seguindo-se a Noite da Capa, Saia e Batina, dedicada às tunas académicas.
Nos restantes dias sobem ao palco artistas ligados à música urbana, hip hop, funk e eletrónica, numa aposta que acompanha a tendência das principais semanas académicas nacionais.
Segundo Ana Beatriz Calado, a diminuição do número de dias não representa uma redução da dimensão da iniciativa.
“Acho que isso também mostra que não quisemos baixar os dias para baixar o nível da própria Queima das Fitas”, sublinhou.
Tradição académica mantém-se no centro da iniciativa
Além da componente musical, a AAUE destaca a continuidade das tradições académicas associadas à academia eborense.
A presidente da associação académica referiu que a programação mantém iniciativas como a Noite do Porco, Fado e Vinho, a Noite de Tunas, a cerimónia da Queima das Fitas e o cortejo académico.
“Iremos ter todas as tradições”, afirmou.
A dirigente destacou ainda a participação do curso de Ciência e Tecnologia Animal na organização da tradicional festa académica ligada ao porco, fado e vinho, uma iniciativa que integra a programação desde as primeiras edições da Queima das Fitas de Évora.
Organização admite aumento dos custos
Durante a entrevista, Ana Beatriz Calado reconheceu também o aumento dos encargos associados à organização da semana académica.
Segundo a responsável, os custos com artistas, hotéis, segurança, bombeiros e estruturas logísticas têm aumentado nos últimos anos, obrigando a associação académica a procurar formas de equilibrar financeiramente o evento.
“Os artistas são cada vez mais caros, os hotéis cada vez mais caros, os próprios bombeiros mais caros, os seguranças mais caros. Está tudo muito mais caro”, afirmou.
A presidente explicou ainda que a AAUE recorre a outras iniciativas, como a participação na Feira de São João, para ajudar a suportar os custos associados à organização da Queima das Fitas.
Segurança reforçada durante a semana académica
A segurança será outra das áreas reforçadas durante a edição deste ano.
A organização prevê a presença de segurança privada e da PSP em algumas noites do evento, uma medida que, segundo Ana Beatriz Calado, pretende garantir tranquilidade aos estudantes e restantes participantes.
“Temos sempre este lado da segurança para os estudantes e para todos os que participam nestas noites”, afirmou.
A Queima das Fitas da Universidade de Évora decorre no recinto instalado junto ao Colégio do Espírito Santo e deverá voltar a mobilizar milhares de estudantes e visitantes à cidade ao longo da próxima semana.















