O Centro Cultural de Redondo recebeu este sábado a apresentação do livro “O Dom que Deus me Deu”, da autoria de Felismina Lopes.
A poeta popular lança assim a sua primeira obra, onde, em declarações a’ODigital.pt, destacou que o que quer dar aos redondenses «é a minha sabedoria».
Confessou que pensa que «é um dom que nasce com a pessoa» e que esse dom se demonstrou bem cedo na sua vida.
«Sempre fiz poesia, mas como vivia no campo e não tinha condições de a ditar, fui sempre guardando», acrescentou, dizendo ainda que há uma década «comecei na Academia dos Afetos, na Tuna, e aí comecei».
Como poeta popular que é, descreve o seu quotidiano na vila, por onde quer que vá, «eu escrevo». Algo que aconteça, «bate-me no pensamento e eu lá escrevo».
O que é certo «é que tem sido um êxito» e Felismina Lopes está «muito contente» com a obra e «com aquilo que Deus me deu», pois deu-lhe «poder, sabedoria e a inteligência».
A autora sublinhou que a apresentação «é o dia que eu gostava de ter há muito tempo, mas não havia condições». Ainda assim, espera que «as pessoas gostem e que seja bem aceite».
O seu primeiro livro, que pode muito bem ser o único, pois «é muito complicado e muito caro»: «Acho que vou ficar por aqui».
«Este livro foi a minha filha que me ofereceu. No Natal, em 2023, deu-me uma caixinha com uma fita que dizia ‘Se queres um livro editado, tens de pensar e para um livro escrever, tens muito que aprender’. E hoje está realizado», revelou a poeta.
Felismina Lopes destacou ainda que pensa que «é um dom que ficou só comigo», entre os seus familiares, já que «os meus filhos gostam de ouvir e de ler, mas não se dedicam a isto».
Já David Galego, presidente da autarquia, também em declarações ao nosso jornal, sublinhou que «há aqui uma riqueza enorme na poesia popular e na recolha dos ditos populares»
Em relação à escritora, o presidente referiu que «é sempre uma voz ativa na vivência da Universidade Sénior, com a sua alegria, com as suas quadras e com os seus versos dedicados a cada momento» e que isto «diz muito da capacidade que tem, da iniciativa e da forma como consegue adaptar a sua vida de redondense àquilo que vai sendo realizado».
«Brinda-nos sempre com dedicatórias bastante interessantes e é este tipo de dinâmicas que se vão criando aqui, com outros poetas populares», acrescentou.
Relativamente à obra, o autarca frisou que é «mais um documento que enriquece o nosso concelho», uma vez que «deixa em livro a história da nossa terra».


















