O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Reguengos de Monsaraz recebeu, este domingo, a apresentação da Carta Arqueológica de Reguengos de Monsaraz.
Um documento onde constam cerca de 1500 sítios arqueológicos, localizados num “dos territórios mais conhecidos de Portugal pelo seu imenso património arqueológico, pela riqueza e pelas suas gentes”, como referiu o presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, José Calixto.
José Calixto destacou “toda esta riqueza patrimonial identificada ao longo de várias gerações, que coloca-nos perante um dilema”, pois, “se, por um lado, esta quantidade de informação é uma enorme mais-valia para o conhecimento das nossas raízes mais profundas, por outro, se não for devidamente referenciada, tratada e divulgada em instrumentos precisos, concisos e abrangentes, torna-se inútil, quer para a comunidade arqueológica, quer para o próprio Estado que não possui os instrumentos necessários para uma correta avaliação no que ao ordenamento do território diz respeito.”
Esta Carta Arqueológica é importante pois é um “repositório do conhecimento arqueológico deste território”, mas também vai “servir como um guia apelativo da História ancestral do próprio concelho que, se dominada pelo enorme relevância da Pré-História e do Megalitismo (reforçada pela recente classificação dos Perdigões a Monumento Nacional), tem igualmente outros sítios e ocupações relevantes, de outras épocas, como Monsaraz para a Idade do Bronze e Época Medieval, o Castelo Velho do Degebe para a Idade do Ferro ou a vila romana do Monte da Azinheira, onde se recolheu um dos mais belos sarcófagos de mármore conhecidos em Portugal”, salientou o edil.
José Calixto deixou claro que esta Carta Arqueológica é um “instrumento imprescindível para o correto ordenamento deste território riquíssimo em termos de vestígios da presença humana ao longo de muitos milénios.”
Fique com algumas imagens desta apresentação, numa reportagem de Hugo Calado:















