A SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, através do Núcleo Distrital de Évora, defendeu que a identidade cultural deve ser entendida como um fator de coesão territorial, desenvolvimento e valorização económica e social dos territórios.
A posição foi assumida por António Costa Dieb, da SEDES Évora, em declarações ao Jornal ODigital.pt à margem do encontro «Identidade Cultural, Coesão e Valorização do Território», que decorreu esta segunda-feira, 15 de junho, no Palácio D. Manuel, em Évora, integrado no ciclo «Temas para o Território».
Segundo António Costa Dieb, a identidade cultural corresponde aos «elementos que caracterizam e distinguem comunidades» e que podem contribuir para reforçar a coesão territorial. O responsável sublinhou que, através da cultura na gestão do território, «é possível reforçarmos o sentimento de pertença» e criar condições para «facilitarmos a fixação de pessoas, atrair investimento, criar riqueza».
Para a SEDES Évora, a cultura não deve ser vista apenas como património ou como promoção de práticas tradicionais. António Costa Dieb considerou que essa dimensão existe, mas acrescentou que «é mais do que isso», defendendo que a cultura representa também «a capacidade de melhorarmos condições de vida das pessoas através de dinâmicas sociais».
Cultura como valor social e económico
António Costa Dieb afirmou que a cultura é um elemento que caracteriza e distingue os territórios, mas também «um elemento de valor social e económico». Nesse sentido, a iniciativa procurou promover uma reflexão sustentada em contributos técnicos, científicos e institucionais.
O encontro contou com a participação da historiadora Ana Paula Amendoeira, que interveio sobre «Identidade Cultural e Coesão Territorial – Memória e Futuro», e de Maria do Céu Ramos, presidente da Associação Évora 2027, que abordou os contributos da Capital Europeia da Cultura para a valorização da identidade do território.
António Costa Dieb justificou a presença de Évora 2027 no debate, considerando que se trata de «um evento com um enorme potencial para marcar o território». A sessão incluiu ainda uma intervenção de Carlos Zorrinho, presidente da Câmara Municipal de Évora, sobre «A Cultura como Elemento da Gestão do Território».
SEDES quer promover debate cívico sobre o território
De acordo com António Costa Dieb, o objetivo da SEDES passa por criar espaços de participação onde diferentes perspetivas possam ser debatidas. O responsável explicou que a associação pretende «criar um espaço seguro em que as pessoas possam discutir» e onde «o contraditório é estimulado».
O representante da SEDES Évora sublinhou ainda que estes momentos de reflexão procuram evitar «excessos de tecnicidade» e «excessos de sound bites», privilegiando o debate cívico e a participação da população.
A sessão incluiu um debate moderado por Luís Matias, diretor da Rádio Diana FM, e a elaboração de uma síntese dos trabalhos. António Costa Dieb adiantou que a SEDES pretende produzir um relato com base no enquadramento conceptual da iniciativa e nos contributos dos participantes, com «preocupações de futuro para quem tiver que decidir».
Para a SEDES Évora, este trabalho enquadra-se no papel da associação enquanto entidade facilitadora do debate público. «É este o nosso papel na SEDES: facilitar, dinamizar», afirmou António Costa Dieb.














































