A Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e o Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT) assumiram uma parceira para atrair nómadas digitais para o Alentejo.
Em mente está um projeto de criação de hub’s digitais, com recurso a fundos da linha “Crescer com o Turismo”, da Turismo de Portugal.
Desta forma, serão criados espaços para estes trabalhadores em Portalegre, Castelo de Vide, Marvão, Montemor-o-Novo, Évora, Mértola, Beja, Aljustrel, Porto Covo e Vila Nova de Milfontes, segundo José Santos, presidente da ERT, em declarações a’ODigital.pt.
O processo iniciou-se com um «estudo prévio» da entidade regional, onde foram identificadas localizações «preferenciais» para «dinamizar um programa de atração de nómadas digitais», em articulação com as comunidades intermunicipais alentejanas.
Neste sentido, o presidente realçou o trabalho anteriormente realizado pelo PACT em trazer um grupo de nómadas digitais ao Alentejo, para além de «ter gente competente, capacidade para trabalhar com uma rede de consultores muito especializada e a vocação de trabalhar a digitalização do território».
Assim, «agora estamos a preparar a candidatura para implementar, dinamizar e promover os hubs digitais», para que se possa fazer a candidatura aos fundos europeus «até ao final do ano», para depois «ir para o terreno em meados de 2026», explicou José Santos.
O presidente vincou que um programa de atração de nómadas digitais «tenderá a promover todo o território, mas temos de ser objetivos e eficientes» e que, fundamentalmente, «o hub é a própria comunidade digital».
«Pode ter uma infraestrutura de cowork, pode ter um alojamento vocacionado para receber normas digitais, pode ter um centro cultural que está muito vocacionado para partilha de experiências», esclareceu, dizendo ainda que «não é apenas a infraestrutura onde estes nómadas podem trabalhar», disse ainda.
Para além das infraestruturas, José Santos referiu que haverá a figura de «mediador cultural», que será alguém com «formação na área social que possa mediar a relação entre estes nómadas e as comunidades».
Este será um «desafio grande», mas que o feedback dos nómadas que visitaram recentemente a região, deixou o presidente «ainda mais confiante» de que «esta linha pode ser importante».
No entanto, reiterou que «só vai produzir impactos mais fortes daqui a três ou cinco anos», sendo um «trabalho de médio prazo».
Em relação a estes trabalhadores digitais, José Santos classificou-os como «um segmento de mercado do turismo com muitas particularidades», que «não querem ficar encerrados num hotel ou num espaço a trabalhar».
«Há uma sensibilidade hoje para alguma desconcentração deste fluxo das grandes cidades, onde há possibilidade de ligação à comunidade, à base cultural», acrescentou, referindo também que «o Alentejo reúne características ímpares para receber este tipo de público».


















