O concelho de Vila Viçosa prepara-se para receber uma unidade de produção de grafeno, num investimento de cerca de 7,5 milhões de euros que deverá criar, numa fase inicial, 15 postos de trabalho qualificados. O projeto será desenvolvido pela empresa Plasmaphene e deverá instalar-se no Parque Industrial de Vila Viçosa.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, revelou que o projeto já obteve aprovação e financiamento através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
“É uma fábrica de alta tecnologia para produzir grafeno. É a primeira em Portugal e já estão aprovados o projeto e o financiamento da CCDR”, afirmou o autarca.
Segundo o autarca, o investimento previsto ronda os 7,5 milhões de euros e permitirá criar postos de trabalho especializados numa área tecnológica com aplicações em vários setores industriais.
“Daquilo que sei, o investimento é de cerca de 7,5 milhões de euros e, para já, cria 15 postos de trabalho altamente qualificados”, disse.
Obras poderão arrancar nas próximas semanas
De acordo com o presidente da autarquia, os trabalhos preparatórios para a instalação da unidade industrial deverão começar em breve no Parque Industrial de Vila Viçosa.
“Aguardamos as obras no Parque Industrial de Vila Viçosa. Penso que entre este mês e julho poderá começar a haver movimentações”, referiu.
O autarca admite não conhecer o prazo exato de construção da futura unidade, mas estimou que em 2027 poderá “já deverá começar a produzir”.
Empresa está sediada em Vila Viçosa
A empresa responsável pelo investimento é a Plasmaphene, sociedade que tem sede em Vila Viçosa e cuja atividade está ligada ao desenvolvimento e produção de nanomateriais avançados, incluindo grafeno.
Para Inácio Esperança, a localização da empresa no concelho representa uma oportunidade para reforçar a atividade económica local e captar profissionais qualificados para a região.
“Vai ser uma mais-valia para Vila Viçosa e para o Alentejo, não só pelas pessoas que traz. Os técnicos vêm com as famílias”, afirmou.
O presidente da Câmara destacou ainda o impacto económico que a atividade da empresa poderá gerar no território.
“É uma empresa que tem a sua sede em Vila Viçosa e as mais-valias da produção ficarão no nosso concelho. Isso é extremamente gratificante para nós”, acrescentou.
Material com aplicações em setores tecnológicos
O grafeno é um material composto por uma única camada de átomos de carbono e tem vindo a ser apontado como uma das matérias-primas com maior potencial tecnológico, devido às suas propriedades de resistência, condutividade elétrica e leveza.
As aplicações deste material abrangem áreas como a eletrónica, energia, mobilidade, indústria aeroespacial, telecomunicações e desenvolvimento de novos materiais.
A concretizar-se nos prazos previstos, o projeto representará uma das maiores apostas industriais dos últimos anos em Vila Viçosa, introduzindo no concelho uma atividade ligada às nanotecnologias e à produção de materiais avançados.

















