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Redondo: Radar Social a «trabalhar bem», mas com o problema da «pobreza envergonhada»

O projeto Radar Social já está em andamento no concelho de Redondo, como anteriormente noticiado, tendo iniciado o seu “caminho” «há cerca de um mês».

Segundo Carla Figueira, vereadora do município, em declarações a’ODigital.pt, o Radar Social iniciou «depois de ultrapassadas as fases burocráticas» e a fase inicial prende-se «entre identificação, reconhecimento e encaminhamento das situações sociais».

Sublinhou que «não há muitos identificações de casos de vulnerabilidade novos» e por isso, «começámos por avaliar os casos que conhecemos».

«Perceber se eles efetivamente estão com um acompanhamento na rede social adequado à situação que estão a ultrapassar», esclareceu a vereadora.

Depois deste passo, «é feito um relatório» e uma «análise à situação», que antecedem ao «encaminhamento para o parceiro social que seja necessário».

No entanto, Carla Figueira vincou que há uma «pobreza envergonhada» no concelho e que «temos mais dificuldade em chegar», já que «não a conhecemos e está um bocadinho escondida»: «Às vezes são os próprios vizinhos que se apercebem da situação».

«Temos conseguido identificar alguns casos, onde as pessoas se isolam», referiu, dizendo ainda que «vai ser um trabalho de muita pesquisa, com muita sensibilidade».

Mesmo não podendo «invadir a privacidade das pessoas», a vereadora frisou que «queremos que a pessoa perceba que queremos ajudar».

«Se não quiserem a nossa ajuda, não podemos fazer esta intervenção e há pessoas que não querem ser tratadas», realçou.

Explicou que alguns destes casos são de «pessoas adultas, que se reformaram recentemente» e onde «o suporte familiar já é pouco ou não existe mesmo», como por exemplo, «filhos já adultos, ou que saíram de casa e ficam completamente sozinhos».

Ainda assim, Carla Figueira afirmou que, por vezes, «é só preciso ouvi-los», porque «podem não precisar de nada material».

Confessou também que «aparece também muito a questão dos défices cognitivos e muito desenvolvimento de doenças mentais».

Em relação ao trabalho final do Radar Social, a vereadora destacou que vai fazer a «fotografia social do concelho» e que depois «verifica quais são as necessidades que aquela pessoa tem e encaminha para os parceiros da rede social, para que, em conjunto, se consiga a melhor solução».

Neste momento, o projeto está a «trabalhar bem», vincou.

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