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Alentejo Central: GESAMB quer implementar recolha seletiva porta a porta na região

A GESAMB, empresa responsável pela gestão e exploração do Sistema Intermunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Urbanos do Distrito de Évora (SIRU), quer implementar a recolha seletiva porta a porta na sua área de abrangência.

Em declarações a’ODigital.pt, Gilda Matos, técnica ambiental da empresa, destacou que o projeto vai «iniciar ainda este ano» e que deve começar «pelo canal HORECA», ou seja, pela hotelaria e restauração, «depois queremos alargar para o doméstico».

A técnica sublinhou ainda que está a ser desenvolvido um estudo para «definir zonas com grande potencial para essa recolha porta a porta», através da «cartografia e de outros indicadores».

«Queremos ser o mais eficientes possíveis no sentido de ir para zonas com maior densidade populacional, mas que ao mesmo tempo tenham espaço físico para poder ter contentores à porta», acrescentou.

Relembrou que há já um projeto deste tipo em Évora e Montemor-o-Novo e vincou que «não vamos tirar os ecopontos da rua».

«Já percebemos que temos de triplicar aquelas quantidades de material para cumprimento das metas de recicláveis e para isso temos de chegar próximo das pessoas», adicionou.

O primeiro passo para este projeto foi lançado recentemente, com a abertura de um concurso público para a aquisição de três carros elétricos no valor de 1,136 milhões de euros, que está sujeito a financiamento: «Têm o objetivo de aumentar a acessibilidade a zonas que outras viaturas não acedem».

Questionada se os “timings” do financiamento podem colocar em causa o projeto, Gilda Matos atirou que «o arranque não está sequer em causa», mas que «é sempre mais confortável avançar para estes processos com garantias».

Ainda assim, o arranque está «dependente» desses “timings”, o que não parece que «consigamos desbloquear em poucos meses». «Queremos avançar com isto ainda este ano e queríamos ter a garantia prévia de que o projeto é financiado. Mesmo assim, os equipamentos não vão deixar de ser adquiridos, se não existir financiamento», acrescentou.

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