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Associação leva cerca de 200 crianças a São Miguel de Machede (Évora) em «aprendizagem em contexto rural»

A SUÃO-Associação de Desenvolvimento Comunitário levou, na passada terça-feira, dia 17 de junho, cerca de 200 crianças à vila de São Miguel de Machede, no concelho de Évora.

Esta iniciativa foi levada a cabo no âmbito do projeto “Circuito da Aldeia” e contou com a presença de alunos e professores da Escola Primária de Queijas, de Lisboa.

Segundo Lurdes Pratas Nico, presidente da associação, em declarações a’ODigital.pt, trata-se de um projeto com «itinerários de aprendizagem em contexto rural», onde os mais novos conheceram a vila, «no sentido de lhe proporcionarmos experiências de aprendizagem em torno daquilo que nós chamamos de estações».

Estações estas que se dividiram Horta e Animais de Companhia, Jogos Tradicionais, Lavadouro Público, Escola Comunitária, Mercearia, Adega, Igreja, entre outros

«No fundo, é dar a conhecer aquilo que é o modo de viver neste meio mais pequeno, em ambiente natural e com as pessoas da comunidade», acrescentou a presidente.

Desta forma, os mais novos são «recebidos por senhores e senhoras da nossa comunidade», que têm «experiência de vida e saberes experienciais», para poderem «explorá-los em sala de aula».

Uma «experiência muito diferente, daquilo que são outros projetos, com algumas características semelhantes a este», de acordo com Lurdes Pratas Nico, dizendo ainda que «é ter contacto sobretudo com a realidade».

O “Circuito da Aldeia” nasceu em 2009 e, cerca de 16 anos depois, volta a receber a visita de uma das professoras, até porque «uma das professoras que fez este circuito, foi a primeira professora, com o primeiro grupo que recebemos».

«Passados estes anos todos, voltamos a recebê-la com outros alunos, naturalmente. Deixou marca naquela professora, naquela comunidade educativa», complementou a presidente.

No entanto, o projeto não serve apenas para os mais novos, uma vez que tem um «público alargado», recebendo desde «famílias, pessoas que estejam institucionalizadas, mas ainda com autonomia, jovens, grupos organizados e pessoas com necessidades educativas especiais».

Sempre com a «intergeracionalidade» em mente, o projeto pretende assim colocar sempre «convivência e em diálogo gerações de diferentes idades e todas têm a aprender umas com as outras».

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