Na gala de abertura da Cidade do Vinho 2025, Inácio Esperança, presidente do município de Vila Viçosa, destacou aos jornalistas que esta iniciativa pode ser também «uma boa montra» para o «património».
«O que a Cidade do Vinhos nos traz é uma boa montra para, no fundo, mostrarmos não só o vinho e a vinha, mas mostrarmos também o património», vincou.
Neste quesito, «o contributo de Vila Viçosa é inegável», segundo o autarca. Mesmo que «os outros municípios também tenham património», a vila calipolense «tem um património que é reconhecido».
Fator que, para além de ter contribuído para a candidatura, Inácio Esperança acredita que também possa ajudar «a consolidar o destino turístico».
«Queremos consolidar a Serra d’Ossa para potenciar o turismo, não apenas num ou noutro município, mas neste conjunto de municípios», frisou.
O presidente referiu que Vila Viçosa aderiu, porque «temos outros projetos em comum», mas também porque «em conjunto ganhamos escala e ganhamos dimensão e efetivamente podemos fazer coisas».
Inácio Esperança descartou também a ideia de ser autarca de uma terra sem tradição de vinho, já que, segundo o próprio, «tem uma enorme tradição nos vinhos».
«A história de uma terra, no caso de Vila Viçosa, mais de 800 anos», afirmou, dizendo ainda que «os duques de Bragança construíram os primeiros lagares em mármore para vinificar. Estão construídos hoje numa zona que é concelho de Estremoz, mas era território dos duques».
O edil realçou que ainda é «do tempo de haver muitas adegas» na localidade, onde se produzia vinho de talha, que era «o que se consumia».
Voltando aos dias atuais, Inácio Esperança esclareceu que «Vila Viçosa continua a ter muita produção de uva» e que «muitos dos vitivinicultores de Vila Viçosa vendem a uva a outros produtores».
Veja aqui a reportagem fotográfica da gala de abertura.

















