O presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Sádio, afirmou que o concelho pode voltar a ter um papel ativo nos trabalhos de valorização da calçada portuguesa, no âmbito do grupo de trabalho anunciado pelo Governo.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o autarca sublinhou que há essa vontade do município em colaborar, “caso venha a ser convidado”.
Candidatura da calçada portuguesa à UNESCO envolve oito municípios
José Sádio salientou a importância do reconhecimento dado pelo Governo à candidatura da arte de fazer calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade, apresentada pela Associação Portuguesa de Calçada e que envolve oito municípios.
Para o presidente da Câmara, este apoio é determinante, uma vez que “é muito importante para valorizar a proposta e dar uma forma de poder ter o maior sucesso”.
Estremoz entre os municípios com mais calçada portuguesa
O autarca destacou ainda o peso da calçada portuguesa no concelho, pois “seguramente é dos que tem mais quantidades de calça portuguesa”.
Na sua perspetiva, uma eventual aprovação da candidatura pela UNESCO poderá ter efeitos positivos no território, nomeadamente ao nível do “crescimento na formação” e também no “aparecimento de novos calceteiros”, referiu, apontando ainda a possibilidade de acesso a “financiamentos” direcionados para a recuperação da calçada existente.
Falta de calceteiros condiciona manutenção da calçada
O presidente vincou que a “escassez” de calceteiros é um dos principais constrangimentos, uma vez que “a calçada portuguesa é uma arte muito específica” e “não temos ninguém a desempenhar neste momento”.
Neste sentido, José Sádio alertou que esta problemática incapacita a autarquia de “assegurar a manutenção” da calçada portuguesa do concelho: “Existem zonas mais ou menos cuidadas”.
Valorização da profissão de calceteiro no centro das propostas
Questionado quanto aos contributos que Estremoz poderia apresentar no âmbito do futuro grupo de trabalho, o autarca defendeu que a “calçada existe ou pode ser criada, mas precisa sempre dos autores”, destacando o papel dos profissionais nesta expressão artística.
Para José Sádio, é essencial “criar condições” que tornem a profissão novamente atrativa, tanto para antigos como para novos profissionais, até porque “sendo valorizada, é uma garantia de subsistência e de perdurar a arte”.


















