Depois de anunciar a intenção de investir num sistema de videovigilância para fazer face ao alegado aumento da criminalidade, José Fortes, presidente da Câmara Municipal de Mourão, disse, em declarações a’ODigital, que plano «irá ser aprovado pelo órgão executivo» da autarquia.
«Este executivo municipal aprovou no Conselho Municipal de Segurança um Plano de Ação para a Segurança Pública, que inclui várias ações, com vários eixos, e onde está incluída também a questão da videovigilância», sublinhou.
Desta forma, depois de passar pelo executivo, o documento aprovado vai ser apresentado ao Secretário de Estado da Administração Interna. Depois, João Fortes revelou que o processo passa por «colocar as câmeras em pontos nevrálgicos», utilizando a georreferenciação, «por parte da GNR», nos locais de «maior incidência de criminalidade».
«É um processo administrativamente exigente, mas existe também um parecer positivo por parte da Comissão Nacional de Proteção de Dados», destacou o presidente, acrescentado que «é uma ambição do atual executivo».
Referiu ainda que é um investimento que ronda os 80 mil euros «em cerca de oito a dez câmeras».
«Fizemos uma revisão, inclusive orçamental, para incluir já a despesa deste investimento que seja sinónimo deste plano de ação, e veremos o que é que os próximos capítulos nos indicam», reforçou.
«Estamos sempre disponíveis para tentar adaptar novas soluções para que possamos mitigar, dentro das nossas competências, que são muito limitadas no domínio da segurança pública, novos instrumentos que possam garantir à população um sentimento de bem-estar», esclareceu o presidente, complementando que o plano de ação é «ambicioso».
Em relação à criminalidade, que alegadamente estaria mais elevada na altura do anúncio da intenção, «no último mês não temos tido registo de qualquer tipo de situação»: «O que é bom».
João Fortes reiterou ainda que estes dados mais recentes se ajustam à «alteração da metodologia aplicada pela GNR».















