A quinta geração do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) arrancou no passado dia 1 de fevereiro, em Ourique, designado de GER(A)ÇÕES.
Com uma duração de 48 meses (termina em 2029) e com 480 mil euros de dotação, o projeto pretende «focar-se numa metodologia de proximidade» e «nas necessidades da população com maiores vulnerabilidades sociais», com as crianças, jovens e idosos, segundo Marta Afonso, diretora da IPSS “Nossa Terra”, entidade coordenadora.
Neste contexto, «prevê-se a realização de um conjunto de iniciativas mais direcionadas para uma intervenção de grupo», onde «se convidam as pessoas a participar em atividades que possam melhorar a sua condição física, a sua inclusão social, a sua participação cívica».
Isto através da «dinamização de ações» em diferentes áreas, como «desporto, cultura, trabalhos manuais, desenvolvimento pessoal, cidadania e empreendedorismo».
No caso das crianças e dos jovens, a diretora referiu que «serão realizadas atividades de grupo» para além do trabalho de «proximidade, muito individualizado, de intervenção em parceria com as várias instituições que existem no concelho».
Está também prevista a realização de «’bootcamps’ e academias juvenis», de forma a trabalhar «a questão do empreendedorismo, da capacitação e do desenvolvimento pessoal», com o objetivo de «quebrar os ciclos de pobreza e de exclusão».
Já no caso dos mais seniores, Marta Afonso destacou que a intervenção «será muito protagonizada pelo desenvolvimento de iniciativas de ocupação de tempos livres e de combate à solidão».
«Através de visitas a zonas mais isoladas, levando um conjunto de atividades culturais e de animação», acrescentou.
Para este efeito, a IPSS vai proceder à «dinamização de atividades práticas, como workshops e encontros, de forma a criar momentos lúdicos, mas que também possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida e autonomia dos idosos».
A diretora frisou que este é um projeto «bastante relevante» para o concelho, já que «se fundamenta nas necessidades sentidas pela população».
Isto ficou visível logo no primeiro dia, no desenvolvimento de «uma atividade intergeracional entre crianças, jovens e idosos, com vista à produção de um filme promocional do projeto», onde, segundo Marta Afonso, «percebemos que há interesse».
«As pessoas estão expectantes sobre a intervenção e esta intergeracionalidade. Este encontro entre gerações trará, com certeza, frutos muito interessantes e muito positivos na dinâmica social do concelho», adicionou.
Esta geração é cofinanciada pelo FSE+, Programa Pessoas 2030 em 85% e pelo Orçamento do Estado Português em 15%.

















